Saúde pública

O que entra no contrato de implantação do e-SUS AF: as oito entregas

Contrato bom é o que descreve resultado verificável. Esta página lista as oito entregas da implantação do e-SUS AF, cada uma com o que a prefeitura recebe no fim, no mesmo desenho já empenhado por município que concluiu a migração.

Equipe de engenharia InnovaG9 min de leitura

Por que o contrato é dividido em entregas, e não em horas

Serviço de implantação vendido por hora deixa a prefeitura sem saber o que comprou até acabar. Serviço vendido por entrega diz, antes de começar, o que vai existir no fim de cada etapa, e é assim que a Lei nº 14.133/2021 gosta de ver um objeto: descrito por resultado, com forma de conferir.

As oito entregas abaixo são as que compõem a implantação do e-SUS AF pela InnovaG Labs. Elas seguem a ordem em que a Portaria GM/MS nº 11.585/2026 descreve as obrigações do ente: inventário e fechamento de saldos antes da transição, integridade dos dados carregados a partir desse inventário, capacitação das equipes locais e envio à BNAFAR. Cada entrega tem um produto que a secretaria recebe, guarda e pode mostrar.

O desenho não é teórico. É o que já foi empenhado por prefeitura e concluído, com o resultado publicado em canal oficial de Santa Amélia, no Paraná. Valores e detalhes daquele contrato ficam onde estão, no portal da transparência do município. O que reproduzimos aqui é a descrição dos serviços, que vale para qualquer outro.

As oito entregas, uma a uma

Cada item abaixo é descrito do jeito que entra na proposta: o que é feito e o que a prefeitura recebe no fim.

  • Diagnóstico situacional: levantamento do uso atual do Hórus, mapeamento dos dados existentes, identificação dos pontos críticos e checklist de pré-implantação. Entregável: relatório diagnóstico, que também fixa o cronograma.
  • Configuração e parametrização do e-SUS AF: vínculo com o CNES, RENAME local, estabelecimentos de dispensação, perfis de usuário e fluxos de dispensação. Entregável: sistema configurado e testado.
  • Lançamento do saldo de implantação: cadastro completo do estoque de medicamentos no e-SUS AF, item a item, com validação de quantidades e lotes conforme o saldo do Hórus na data de corte. Entregável: saldo implantado e conferido pela farmacêutica responsável.
  • Tratamento do histórico do Hórus: exportação, organização e arquivamento seguro do histórico de dispensação, para rastreabilidade e auditoria depois que o sistema antigo ficar só para consulta. Entregável: arquivo histórico documentado.
  • Capacitação da equipe da farmácia: treinamento prático nos fluxos de entrada, dispensação, saída e relatórios, com a equipe que opera o balcão, não só com quem administra o sistema. Entregável: equipe capacitada, com lista de presença.
  • Validação da transmissão BNAFAR/RNDS: testes de envio, leitura dos retornos e correção das inconsistências que a base nacional apontar. Entregável: relatório de transmissão validada.
  • Adequação para o Tribunal de Contas: documentação das evidências que sustentam os indicadores de assistência farmacêutica acompanhados pelo tribunal de contas do estado. Entregável: dossiê de conformidade.
  • Acompanhamento pós-implantação por 90 dias: suporte remoto para dúvidas, ajustes e monitoramento das transmissões diárias. Entregável: registro de atendimentos.

Se o seu termo de referência precisa de um ponto de partida, é esta lista. A InnovaG entrega a proposta já nesse formato, com o objeto por entregável, para que o setor de compras não precise redigir escopo técnico de um sistema que ainda não conhece.

As duas entregas que ninguém lembra de pedir

Quem monta o escopo por conta própria costuma pedir configuração, carga de estoque e treinamento, e parar aí. Faltam duas coisas, e as duas aparecem depois, quando já é caro.

A primeira é o histórico do Hórus. O §5º-E do art. 391-D mantém o sistema antigo só para consulta por até cinco anos, e depois ele é descontinuado. Auditoria de medicamento controlado, prestação de contas de programa e pedido de informação do Ministério Público olham para trás. Se o histórico de dispensação não foi exportado, organizado e arquivado com dicionário de dados enquanto o acesso existia, a prefeitura fica sem resposta. O detalhe está em o que acontece com os dados históricos do Hórus.

A segunda é o dossiê para o Tribunal de Contas. Os tribunais de contas estaduais acompanham indicadores de assistência farmacêutica, e o gestor que migrou de sistema precisa provar que o estoque não sumiu na virada, que o saldo de abertura bate com o fechamento do Hórus e que a equipe foi treinada. Montar essa evidência durante o projeto custa pouco. Reconstruir depois, quando o tribunal pergunta, custa muito.

O que muda entre município sem TI e município com TI

As oito entregas são as mesmas. O que muda é quem faz o quê dentro delas.

No município sem departamento de TI, a InnovaG executa a parte técnica inteira e a equipe da farmácia participa da contagem do estoque na data de corte, do treinamento e da validação final do saldo. É o desenho da maioria dos municípios pequenos, descrito em consultoria presencial para município pequeno.

No município com TI própria, o time local assume acesso, rede, estações e o que já domina, e a InnovaG concentra o trabalho no que é específico do e-SUS AF: parametrização, saldo, histórico, validação do envio e treinamento. O time de TI sai do projeto sabendo operar o sistema, e a prefeitura ganha autonomia. Esse arranjo está em implantação do e-SUS AF com departamento de TI próprio.

O que a prefeitura tem em mãos no fim

Oito documentos, um por entrega, guardados na secretaria: relatório diagnóstico, registro do sistema configurado e testado, saldo implantado e conferido, arquivo histórico documentado, lista de presença da capacitação, relatório de transmissão validada, dossiê de conformidade e registro de atendimentos do acompanhamento.

É com esse conjunto que o gestor responde a qualquer pergunta sobre a migração, seja do controle interno, do tribunal de contas ou do próximo secretário. E é ele que sustenta o repasse do Qualifar-SUS, porque prova que o envio diário à BNAFAR foi validado e acompanhado.

O caminho para contratar, com modalidade, documentos e prazos, está em como contratar a InnovaG para implantar o e-SUS AF. A conversa começa pelo botão desta página.

Perguntas frequentes

Posso contratar só parte das entregas?

Pode, e o diagnóstico é a entrega que define isso. Município que já tem catálogo saneado e histórico exportado precisa de menos. Município que nunca fez inventário precisa de tudo. A proposta sai do diagnóstico, não de um pacote fechado.

O que é o dossiê de conformidade para o Tribunal de Contas?

É a documentação das evidências que sustentam os indicadores de assistência farmacêutica acompanhados pelo tribunal de contas do estado: saldo de abertura conferido contra o fechamento do Hórus, registro da capacitação, relatório de transmissão validada e o histórico arquivado. Serve para o gestor provar a migração sem precisar reconstruir nada depois.

O acompanhamento de 90 dias é presencial?

É remoto: dúvidas, ajustes de configuração e monitoramento das transmissões diárias à BNAFAR. A presença física fica concentrada nas etapas em que ela muda o resultado, como a contagem do estoque e o treinamento do balcão.

Esse escopo serve para município que usa sistema próprio e quer aderir ao e-SUS AF?

Serve, com uma diferença na origem do saldo e do histórico, que vêm do sistema atual em vez do Hórus. O caso está descrito em município com sistema próprio que quer aderir ao e-SUS AF.

Fontes oficiais consultadas

Conteúdo produzido pela equipe da InnovaG com base em experiência de engenharia para sistemas municipais e revisão de fontes oficiais. Orientações gerais não substituem análise técnica, jurídica ou de proteção de dados do município.

Leve este processo para a operação do seu município.

A equipe da InnovaG demonstra a solução com cenários da sua secretaria e explica implantação, segurança e continuidade.