Saúde pública

Município com sistema próprio que quer aderir ao e-SUS AF: como fazer a virada

Nem todo município sai do Hórus. Muitos saem de um sistema contratado que nunca conversou com o Ministério, e descobrem isso quando o repasse trava. A virada para o e-SUS AF é possível, tem roteiro, e a InnovaG apoia do diagnóstico ao envio validado.

Equipe de engenharia InnovaG8 min de leitura

Quem é o município desta página

Existe um perfil de prefeitura que a discussão sobre o fim do Hórus costuma deixar de fora. É o município que, em algum momento, contratou um sistema de farmácia privado, ou desenvolveu o seu, e opera nele há anos. Boa parte deles nunca usou o Hórus para operar, só para prestar contas, por digitação paralela no fim do mês.

Para esse município, o fim do Hórus tem um efeito curioso: o sistema que ele usa continua funcionando, mas a ponte com o Ministério da Saúde some. E a Portaria GM/MS nº 11.585/2026 é clara sobre o que importa: a informação precisa chegar à BNAFAR, pelo e-SUS AF ou pelo web service do SI-BNAFAR. Sistema que não faz nem um nem outro deixa o município sem envio, e o art. 391-I liga isso à possível suspensão de repasse.

Há também o município que tem sistema próprio integrado e simplesmente quer parar de pagar por ele. A adesão ao e-SUS AF é facultativa ao ente, e o sistema do Ministério não tem custo de licença. Trocar um contrato anual de software por uma implantação única com acompanhamento é uma conta que muita secretaria está fazendo agora.

Se o seu sistema de farmácia nunca transmitiu nada para a base nacional e a prestação de contas dependia do Hórus, a virada para o e-SUS AF não é opção: é a saída mais curta para continuar recebendo.

O que muda em relação a quem sai do Hórus

O roteiro é o mesmo da migração do Hórus, e as obrigações do ente descritas no art. 391-G valem igual: inventário e fechamento de saldos antes da transição, integridade dos dados carregados a partir desse inventário e capacitação da equipe. O que muda é de onde o dado vem.

No Hórus, o saldo na data de corte sai de um sistema que o Ministério conhece e cujo formato é padronizado. No sistema próprio, o saldo sai de uma exportação que cada fornecedor faz do seu jeito, com códigos de produto que não seguem a RENAME e com histórico que às vezes só existe em relatório. O trabalho de conferência é maior, e é aqui que a virada dá certo ou errado.

O histórico também exige cuidado diferente. Quando o contrato com o fornecedor antigo termina, o acesso ao sistema costuma terminar junto. Exportar, organizar e arquivar o histórico de dispensação com dicionário de dados precisa acontecer antes do desligamento, e precisa estar no contrato de saída do fornecedor atual, com prazo. A InnovaG orienta essa cláusula.

  • Exportação completa do sistema atual: estoque por unidade, lotes, validades, histórico de dispensação e cadastro de pacientes, com dicionário de dados.
  • Correspondência de catálogo: cada produto do sistema próprio precisa achar o seu par na RENAME e na identificação padronizada que o e-SUS AF usa.
  • Contagem física na data de corte, porque saldo de sistema que nunca foi conciliado costuma não bater com a prateleira.
  • Arquivamento do histórico antes do fim do acesso ao fornecedor antigo, com cláusula de saída no contrato atual.

Onde a virada costuma travar

O primeiro tropeço é o catálogo. Sistema próprio permite cadastrar "Dipirona 500 mg cx" de três formas diferentes ao longo dos anos, e o e-SUS AF espera uma identificação por produto. Sem saneamento, o saldo de implantação nasce fragmentado e a BNAFAR rejeita o envio.

O segundo é o saldo fantasma. Sistema que nunca passou por conciliação física acumula divergência: baixa esquecida, entrada duplicada, lote vencido ainda em estoque no sistema. Carregar esse saldo no e-SUS AF é carregar o erro. A contagem física na data de corte é o que resolve, e é trabalho de gente na prateleira, não de importação.

O terceiro é o tempo do fornecedor antigo. Pedir exportação para uma empresa que está perdendo o contrato raramente é rápido. Por isso o diagnóstico da InnovaG começa listando o que precisa ser pedido, em que formato e com que prazo, para que a solicitação saia no primeiro dia e não no último. Os erros mais comuns estão em erros comuns na migração para o e-SUS AF.

Como a InnovaG conduz essa virada

O escopo é o mesmo das oito entregas da migração do Hórus, descrito em o que entra no contrato de implantação do e-SUS AF: diagnóstico, parametrização do e-SUS AF, saldo de implantação, tratamento do histórico, capacitação, validação BNAFAR/RNDS, dossiê para o Tribunal de Contas e acompanhamento de 90 dias. A adaptação está no diagnóstico, que aqui inclui a leitura da exportação do sistema atual e a correspondência de catálogo, e no histórico, que vem do fornecedor antigo em vez do Hórus.

O responsável técnico da InnovaG concluiu a formação oficial do Ministério da Saúde para utilização do e-SUS AF e já conduziu migração concluída, registrada pela prefeitura de Santa Amélia, no Paraná. Município com sistema próprio ganha com isso o que mais falta nessa virada: alguém que sabe o que a BNAFAR aceita e o que devolve, antes de a carga ser feita.

Serve para município sem TI, onde a InnovaG faz a parte técnica inteira, e para município com TI, onde o time local cuida da infraestrutura e a InnovaG do que é específico do e-SUS AF. A contratação segue a Lei nº 14.133/2021, por dispensa ou inexigibilidade, conforme o enquadramento do jurídico do município, no caminho descrito em como contratar a InnovaG para implantar o e-SUS AF.

Se a secretaria já decidiu que quer sair do sistema atual, o primeiro passo é pedir a exportação ao fornecedor hoje. O segundo é o botão desta página, para que o diagnóstico comece antes de o acesso ao sistema antigo acabar.

Perguntas frequentes

Quem tem sistema próprio é obrigado a migrar para o e-SUS AF?

Não, desde que o sistema transmita à BNAFAR pelo web service do SI-BNAFAR. A adesão ao e-SUS AF é facultativa ao ente. Obrigatório é o envio diário à base nacional. Quem tem sistema próprio sem integração precisa integrar ou aderir ao e-SUS AF.

Dá para levar o histórico do sistema atual para o e-SUS AF?

O que entra no e-SUS AF é o saldo de implantação na data de corte. O histórico de dispensação é exportado, organizado e arquivado com dicionário de dados, para rastreabilidade e auditoria, e fica guardado pela prefeitura. Isso precisa acontecer antes de o acesso ao sistema antigo terminar.

Quanto tempo leva a virada a partir de sistema próprio?

Depende do estado do catálogo, do número de unidades e da rapidez do fornecedor atual em exportar os dados. O diagnóstico mede isso na primeira semana e fixa o cronograma. A parte que a InnovaG não controla é o prazo de exportação do fornecedor antigo, e por isso o pedido deve sair no primeiro dia.

A InnovaG também integra o sistema próprio à BNAFAR em vez de trocar?

Sim. Para o município que prefere manter o sistema atual, a InnovaG faz a integração ao web service do SI-BNAFAR, com envio diário e tratamento de rejeição. A escolha entre integrar e migrar é da secretaria, e o diagnóstico ajuda a comparar as duas.

Fontes oficiais consultadas

Conteúdo produzido pela equipe da InnovaG com base em experiência de engenharia para sistemas municipais e revisão de fontes oficiais. Orientações gerais não substituem análise técnica, jurídica ou de proteção de dados do município.

Leve este processo para a operação do seu município.

A equipe da InnovaG demonstra a solução com cenários da sua secretaria e explica implantação, segurança e continuidade.